Seguidores Leais

terça-feira, 29 de maio de 2012

Carta de um bombeiro excluído

LUTEI POR ACREDITAR NA JUSTIÇA E NOS AMIGOS QUE OMBREARAM NA LUTA. LUTEI POR VER CORAGEM EM CADA MOMENTO ONDE O MEDO E A OPRESSÃO COVARDE E INSANA ERAM VENCIDAS.

A CORPORAÇÃO SEMPRE FOI RESPEITADA PELO QUE FAZEMOS E NUNCA POR COMO VIVEMOS. ATÉ HOJE TEM BOMBEIRO VIVENDO DE LUGUEL, MORANDO EM COMUNIDADE PORQUE NÃO TEM COMO TER SUA CASA PRÓPRIA.

LUTEI POR ACREDITAR QUE LUTAR POR DIGNIDADE NÃO ERA CRIME E, QUE BOMBEIROS NECESSITAM FAZER BICO DE SEGURANÇA OU EM BRIGADAS PRA COMPLETAR SEU ORÇAMENTO. LUTEI PORQUE PUDE VER UMA CORPORAÇÃO LINDA, COM SEU BRILHO, COM SUA HONRA E COM SEUS HEROIS; QUE SEMPRE SERÃO RESPEITADOS PELA POPULAÇÃO.

HOJE UMA CORPORAÇÃO HUMILHADA COVARDEMENTE, AMEAÇADA E RETALHADA, MOSTRANDO QUE TEM HOMENS NORMAIS QUE O POVO VÊ COMO HEROIS E O GOVERNO COMO VANDALOS IRRESPONSAVEIS; QUE MESMO ASSIM É CHAMADO PRA SOCORRER A TODOS EM QUAISQUER SITUAÇÕES. NA TERRA, NO FOGO, NO MAR E NAS ALTURAS LÁ ESTARA O BOMBEIRO.

 LUTEI PORQUE ACREDITEI NO POVO QUE TANDO SALVEI, QUE TIREI DAS FERRAGENS. SOCORRI CENTENAS NAS RUAS, AJUDEI ATRAZER AO MUNDO VARIAS CRIANÇAS, SUPORTEI CALOR, CHUVA, FRIO E DORES. AFASTEI-ME DA MINHA PROPRIA FAMILIA PARA TRAZER PESSOAS A SUAS FAMILIAS. HOJE SOU UM EXCLUIDO, APENAS UM EXCLUIDO E VEJO TODOS FAZENDO A SUA VIDA NORMAL, COMO SE NADA ESTIVESE ACONTECENDO; CHURRASCOS, FESTAS, FUTEBOL, BALADAS E ETC...

 LUTEI PELO COMPROMISSO COM A SOCIEDADE EM TRABALHAR COM MELHOR EQUIPAMENTO E CONDIÇÕES DE TRABALHO IDEAIS PARA A PROFISSÃO. HOJE SOU UM EXCLUÍDO, APENAS UM EXCLUIDO; QUE VÊ SUA FAMILIA DEFINHANDO EM ESTRESSE, ADOENTADA, SEM HOSPITAL. SEM NEM SABER SE VAI TER DINHEIRO AMANHA PRA SE ALIMENTAR, VESTIR, MORAR. O QUE EU POSSO FAZER SE A METADE DA MINHA VIDA EU DEDIQUEI AO CORPO DE BOMBEIROS,  HOJE O QUE EU MAIS SEI FAZER É SALVAR VIDAS E, SE ISSO FOI ME TIRADO A MINHA VIDA TAMBÉM FOI.

 FICA AQUI O MEU REPUDIO E MINHA TRISTEZA A ESTA CORPORAÇÃO ONDE AS ORDENS ABSURDAS FAZEM PARTE DELA, ONDE AS AMEAÇAS CONSEGUEM CALAR A VOZ DE GUERREIROS, ONDE A REPRESSÃO FAZ CALAR A TODOS E LESIONA AS VÉRTEBRAS, ONDE NEM PODE SE MOVIMENTAR;

O QUE EU DEVO FAZER SE ESTOU LIVRE DISSO TUDO. MAS, SEM A MINHA PRINCIPAL QUESTÃO DE VIDA QUE É SALVAR, ESTOU INDO RESGATAR O QUE SOBROU DA MINHA VIDA. NÃO QUERO DOAÇÃO, QUERO O MEU SALARIO SALVANDO COMO SEMPRE SALVEI, QUERO O MEU UNIFORME QUE SEMPRE ADOREI COLOCAR;

ESTOU INDO PRA OUTRO ESTADO PROCURAR ALGO PARA MANTER MINHA FAMÍLIA PORQUE ELA SEMPRE ESTEVE COMIGO E ELA MERECE TUDO E TODO O MEU SACRIFÍCIO .

ATENCIOSAMENTE A QUEM INTERESSAR

PAULO NASCIMENTO EX 2º SGT BM NASCIMENTO

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Trabalho discutuirá unificação das polícias Civil e Militar

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público realizará nesta terça-feira (29) audiência pública sobre a unificação das polícias Civil e Militar.O debate foi proposto pelo deputado Chico Lopes (PCdoB-CE). “As estatísticas dos órgãos de prevenção e repressão não param de revelar o crescimento contínuo da criminalidade no País. Convém lembrar como chegamos à situação atual – o fato de haver duas polícias: uma militar, encarregada do policiamento ostensivo, e outra civil, com atribuições de polícia investigativa”, disse ele.“A proposta da unificação das polícias tem causado muita polêmica, e constantes debates estão sendo realizados entre os profissionais de segurança pública, agentes políticos e a sociedade em geral. Por isso, considero oportuna a realização desta audiência pública”, acrescentou.Foram convidados: - representantes dos ministérios da Justiça e da Defesa; - o secretário de Segurança de São Bernardo do Campo (SP), Benedito Mariano, que é membro do Conselho de Gestores das Guardas Municipais; - o presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia, Ranolfo Vieira Jr.; - o presidente do Conselho Nacional das Guardas Municipais, Joel Malta de Sá.A reunião será realizada às 14h30. O local ainda não foi definido. Fonte: 'Agência Câmara de Notícias'

terça-feira, 22 de maio de 2012

Resposta do governo do ES sobre Adin da tabela dos subsídios chegou ao Supremo com um dia de atraso

O governo do Estado do ES entregou, com um dia de atraso, os questionamentos feitos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 4719), movida pela Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Brasil (Amebrasil), contra leis do Estado do Espírito Santo sobre subsídios como remuneração dos policiais e bombeiros militares capixabas. Já a Assembleia não respondeu aos questionamentos do Supremo. 

No dia 19 de março deste ano o relator da ação, ministro Gilmar Mendes, enviou ofício ao governo do Estado e à Assembleia Legislativa solicitando informações sobre a lei que criou a remuneração por subsídios.

De acordo com o STF, “em 18 de abril, sem que fossem prestadas as informações solicitadas ao Governador do Estado do Espírito Santo, por meio do ofício de nº 1134/R”, o Supremo deu por encerrado o prazo da entrega da resposta. O mesmo procedimento serviu também para a falta de resposta da Mesa Diretora da Assembleia. 

Mas, um dia depois (19 de abril) do término do prazo para responder aos questionamentos do ministro Gilmar Mendes, o governo do Estado (por meio de documento assinado pelo governador Renato Casagrande; o procurador geral do Estado, Rodrigo Marques de Abreu Júdice; e o procurador do Estado Anderson Sant'Ana Pedra) enviou seu posicionamento para o STF.

O processo agora se encontra para vista da Procuradoria  Geral da República. De acordo com a assessoria de imprensa do STF, caberá ao ministro Gilmar Mendes, no dia da apresentação de seu voto no julgamento da ação em plenário, decidir se aceita ou não considerar válidos no processo os argumentos do governo do Estado.

Desde fevereiro deste ano, conforme este Blog informou, o Supremo Tribunal Federal já estava analisando a ADIN 4719, movida pela Amebrasil, que alega que a instituição de um modelo de remuneração por subsídio por meio de referências é inconstitucional, “porque fere os princípios constitucionais da igualdade e da isonomia”.

De acordo com o site do STF, consta da ação que o artigo 1º, parágrafo 1º, da Lei Complementar estadual nº 420/07, “determina que o subsídio será fixado por lei ordinária em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio e verba de representação ou outra espécie remuneratória”.

Porém, segundo a Associação dos Oficiais Militares, o artigo 4º e o Anexo IV da mesma norma preveem que a carreira de militar estadual será estruturada em 17 referências, as quais podem ser definidas como níveis horizontais em que o servidor é enquadrado de acordo com o tempo de serviço.

“Assim, a cada dois anos ocorre a progressão horizontal, isto é, a passagem de uma referência para outra dentro do mesmo nível hierárquico vertical, chamado de posto (para os oficiais) e de graduação (para as praças)”, explica a Adin, ressaltando que “coexiste tal separação horizontal com a divisão da carreira em níveis hierárquicos verticais, na qual ocorre a promoção de um posto ou graduação para outro imediatamente superior”.

Fonte: Blog do Elimar Côrtes

domingo, 20 de maio de 2012

Bombeiros do Rio protestam por salários e contra expulsões

Reunidos num ato de protesto na orla de Copacabana (zona sul do Rio) contra a expulsão de 14 bombeiros da corporação, alguns manifestantes vestiram terno e se fantasiaram da "gangue do guardanapo".

Eles criticavam, em tom jocoso, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e seus secretários --durante viagem alguns deles dançavam junto ao empresário Fernando Cavendish, ex-dono da Delta Construções, com guardanapos brancos amarrados na cabeça num restaurante em Paris.

A cena e os indícios de corrupção envolvendo a Delta inspiraram o apelido "gangue do guardanapo".

"Foi a forma que encontrei para protestar contra minha expulsão do Corpo de Bombeiros após 31 anos de serviços. Fui preso quarto vez e expulso só porque reivindiquei aumento salarial. Tenho quatro filhos e estou há dois meses sem salário. Vivo da ajuda de amigos", diz Valdelei Duarte, subtenente afastado da corporação.

Ao lado de mais dois manifestantes, ele vestia terno preto, gravata vermelha e levava um guardanapo branco na cabeça, na manhã de sol deste domingo na avenida Atlântica, fechada aos domingos para virar área de lazer.

O cabo Benevenuto Daciolo, que liderou uma invasão no ano passado ao quartel-general da corporação e seguidos protestos, disse que as condições de trabalho continuam "ruins" e foi implantada "uma verdadeira ditadura nos quartéis" para reprimir manifestações. Ele também foi expulso da corporação.

Os manifestantes pediram reajuste salarial (e não apenas gratificações que não são incorporadas no piso da categoria) e a reintegração dos militares expulsos.

O ato reuniu ainda integrantes de partidos políticos (era possível avistar bandeiras do PSTU) e de sindicatos.

Receba automaticamente o nosso conteúdo por e-mail

Digite o seu e-mail:

PEC 300:a união é a nossa força