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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Assembléia Geral delibera sobre proposta de realinhamento salarial


Assembleia Geral Unificada dos policiais e bombeiros militares, promovida pela Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Estado (ACS/PMBM/ES),  realizada na manhã desta quarta-feira (22), aprovou proposta a ser apresentado nesta segunda-feira (27), na Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa contendo minuta de projeto de lei com a anexação das escalas especiais e reposição da inflação para as categorias.

Participaram da Assembléia Geral todas as associações, com exceção da ASSOMES. Lideranças da Polícia Civil também se fizeram presentes.

Votou-se também uma assembleia geral conjunta de policiais civil e militares para o dia 25 de junho.
Em tese, com a apresentação dessa proposta, o governo tem até o dia 25 de junho para a presentar uma resposta aos pleitos das categorias.

terça-feira, 21 de maio de 2013

São Paulo terá um candidato da PM ao governo do estado

PDT apresenta pré-candidato da farda para enfrentar Alckmin em 2014
Em meio ao aumento nos indicadores de criminalidade no Estado e a críticas à sua gestão no setor de Segurança Pública, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), terá um adversário de farda na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes no próximo ano. Em reunião realizada na manhã dessa segunda-feira (20), o PDT oficializou a pré-candidatura do deputado estadual Major Olímpio e já se articula para ser a terceira via nas eleições governamentais de 2014.

"Faz 20 anos que o PSDB está no poder e nada foi feito para solucionar esses problemas (de segurança). O PT, em âmbito nacional, também não apresentou soluções. Hoje, a insegurança é o que mais aflige o cidadão paulista, e minha candidatura vem ao encontro dos interesses do povo por mais segurança e dignidade", afirmou o major.

Em seu segundo mandato como deputado, Olímpio apoia-se na bandeira de combate à criminalidade para tentar levar seu nome a toda população do Estado. Membro da Comissão de Segurança e da Frente Parlamentar de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, Olímpio Gomes teve 135 mil votos na última eleição e diz acreditar que com alianças "programáticas" e "muito trabalho" poderá alcançar os votos necessários para chegar ao segundo turno das eleições.

O deputado já se coloca como o candidato que vai acabar com a polarização entre PSDB e PT em São Paulo."Diante dessa crise na segurança pública e com a experiência conquistada ao longo de minha vida pública, vou me colocar como uma 3º via para a população do Estado, como o verdadeiro candidato da mudança."

O UOL conversou, por telefone, com o deputado estadual e, agora, pré-candidato ao Governo de São Paulo, Major Olímpio.

UOL: Deputado, a candidatura é pra valer?

Major Olímpio: Tudo que me dediquei a fazer na vida foi pra valer, por isso eu garanto que vou até o final. Toda candidatura tem nascimento. Podem até achar que é uma aventura, mas vou demonstrar que tenho viabilidade política e posso ser um bom gestor para o Estado de São Paulo.

UOL: O senhor é conhecido por atuar no campo da Segurança Pública. Essa será sua principal bandeira?

M.O.: O tema central será a segurança, mas não serei um candidato monotemático. Há muitos anos venho estudando, viajando o Estado e tenho feito diagnóstico dos diversos setores de atuação do poder público. Sei que é preciso trabalhar ao lado do funcionalismo público, sei da necessidade de descentralizar o orçamento e as decisões políticas e conheço o que aflige a população paulista, que á falta de segurança.

UOL: Como deixar de ser um candidato apenas das Polícias e ser conhecido por toda população em cerca de um ano e cinco meses?

M.O.: Esse é meu grande desafio. Preciso sair dos cerca de 135 mil votos que possuo e superar os 5 milhões para chegar ao segundo turno. Para alcançar essa meta vou, a partir de hoje, intensificar minhas viagens, meus estudos, minhas conversas com o único objetivo de criar musculatura política e apresentar um plano de gestão compatível com os anseios do povo paulista.

UOL: É uma quantidade enorme de votos, o senhor acho possível alcançar esse objetivo?

M.O.: É uma corrida contra o tempo. Ninguém tem a pedra filosofal para fazer isso, mas vou trabalhar 24 horas por dia para chegar em 2014 sendo conhecido por toda população de São Paulo.

UOL: A segurança pública é hoje um problema para o governo Alckmin  Nesse cenário, o senhor vê esse tema como um trunfo da sua candidatura?

M.O.: Dizer que a insegurança é um trunfo seria errado de minha parte. Esse descaso com a segurança no Estado gerou essa sensação de insegurança que hoje é o que mais aflige nosso povo. Faz 20 anos que o PSDB está no poder e nada fez para solucionar esse problema. Com tudo isso, é claro que vou trazer esse debate como tema principal de minha campanha, mas não focarei só isso. Como disse, não serei um candidato monotemático.

UOL: Como o PDT decidiu pelo lançamento da sua pré-candidatura?

M.O.: O partido realizou na manhã de ontem (20) uma reunião da executiva nacional. Presente ao encontro, o nosso presidente nacional, Carlos Luppi, falou sobre as expectativa de crescimento da sigla e ponderou sobre o fato de São Paulo ser um dos carros chefes para esse crescimento. Dentro desse cenário, de forma unânime, os membros presentes decidiram que minha candidatura seria o caminho para alavancar o crescimento do partido no Estado e uma alternativa esse modelo de gestão que ai está.

UOL: Além da questão partidária, qual o motivo da candidatura?

M.O.: É claro que existe uma polarização na disputa em São Paulo, de um lado PSDB, e do outro, PT. O PSDB está há 20 anos no poder e há um desgaste visível, já o PT tenta alcançar o comando do Estado depois de conseguir a prefeitura. Diante dessa crise na segurança pública e com a experiência conquistada ao longo de minha vida pública, vou me colocar como uma terceira via para a população do Estado.

Fabio Serapião Do UOL

Tragédia: mais um policial é covardemente morto no ES


Ele foi morto por bandidos na noite desta segunda-feira, em Vila Capixaba, Cariacica-ES. José Bento Sório, 47, reagiu a um assalto. Ele ainda baleou os dois assaltantes, mas também foi atingido por tiros e não resistiu aos ferimentos. O crime ocorreu por volta das 21 horas. 

De acordo com policiais que atenderam à ocorrência, José Bento passava de carro - um Gol cinza - pela Rua Vitória, quando foi abordado por dois homens de moto. O carona anunciou o assalto, mas José Bento sacou a arma e houve troca de tiros. Mesmo baleado, o policial conseguiu atingir os dois bandidos. O policial morava próximo ao local do crime e estava acompanhado da namorada.  Ela não ficou ferida. Muito assustada, não quis falar com a imprensa. 

Um dos assaltantes se refugiou em um barraco logo depois. Ferido,  foi levado pelo Samu para o Hospital São Lucas, em Vitória.  Ele se identificou como Wesley Cardoso dos Santos, mas a polícia não descarta que o nome seja falso. O outro ladrão, identificado  como Kelvis Jacobson, 22 anos, conseguiu abordar um taxista e ordenar que seguisse para o PA de Itacibá. No entanto, a polícia conseguiu localizá-lo e ele também foi levado para o São Lucas. O estado de saúde deles ainda não foi informado. 

Testemunhas contaram que os ladrões estavam bebendo em um bar pouco antes do crime. A moto em que estavam não possui restrição de roubo. Moradores do bairro comentaram que os mesmos bandidos estariam cometendo outros crimes na região há algum tempo, em uma moto preta. 

A perícia constatou sete perfurações no corpo de José Bento Sório, sendo três nas costas, três no braço esquerdo e uma no ombro direito. 

De acordo com o  presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Espírito Santo (Sinpol), Junior Fialho, José Bento Sório tinha 21 anos de atuação na Polícia Civil, além de cerca de oito anos na Polícia Militar cumpridos antes. "Ele estava perto de se aposentar. Era um policial exemplar. É mais uma grande perda para nós", comentou Fialho, que esteve no local do crime. "Não estou triste porque ele era policial. Perdi um amigo. Está na hora de a sociedade discutir melhor essa situação. Não dá mais para ficar colocando bandido na rua. Até quando apenas bandidos terão direitos humanos?", desabafou o investigador. 

José Bento atuava na Delegacia de Viana, e foi policial da Delegacia Patrimonial durante muitos anos.

Forças policiais do Estado fazem reuniões para debater promessas do governo


Insatisfações com o governo se repetem nas polícias Civil e Militar
As entidades representativas de servidores que atuam na segurança pública, tanto de policiais militares quanto civis têm uma semana de mobilizações, através de assembleias gerais, com objetivo de debater os reajustes nas remunerações, além de outras gratificações prometidas pelo governo do Estado. 
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Nesta terça-feira (21), os policiais civis se reúnem em assembleia geral unificada. Participam da assembleia o Sindicato dos Investigadores de Polícia Civil (Sinpol); Associação dos Peritos Papiloscópicos (Appes); Associação dos Fotógrafos Criminais (AFC); Associação dos Auxiliares de Perícia Médica (AAPML); Associação dos Agentes de Polícia (Agenpol); e Associação dos Policiais Civis do Estado (APCES); todos na base do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol). 

Na assembleia, os policiais vão discutir a negociação unificada com os policiais militares e o governo, através de um documento construído pelas entidades; a paridade e a integralidade da aposentadoria dos policiais civis; o aumento linear dos servidores públicos; e a unificação dos agentes, investigadores e fotógrafos. 

Já na quarta-feira (22), os policiais militares representados pela Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado (ACS/PMBM/ES) se reúnem em assembleia geral no Teatro Universitário da Ufes. Na pauta, o realinhamento salarial dos policiais militares do Estado. 

A corporação cobra do governo o cumprimento da promessa feita e até o momento não cumprida, o que tem gerado prejuízos e insatisfações da categoria. 

Em discurso na Tribuna Popular da Assembleia Legislativa, em abril deste ano, o presidente da entidade, cabo Flávio Gava, declarou que os policiais militares têm as cargas horárias ampliadas, que o comando aperta a demanda de trabalho, porque não há policiais. 

Ele lembrou que em 2012 foi realizada uma assembleia geral da PM, no mês de fevereiro, em que o então comandante geral, Ronalt Willian – que deixou o posto na última semana – se comprometeu a formular a portaria reajustando a carga horária dos policiais, mas depois de um ano da promessa nada havia sido feito. Gava ressaltou, ainda que a escala dos PMs é competência exclusiva do Comandante Geral. 

Delegados

Os delegados de Polícia Civil têm outro pleito, que não contempla reajuste salarial. Nesta segunda-feira (20) a categoria realizou a paralisação semanal prometida, cobrando o reconhecimento da carreira jurídica para o cargo. 

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado (Sindelpo), Rodolfo Laterza a adesão à paralisação desta segunda foi em massa. Os delegados ficaram concentrados na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória.  Laterza acrescentou que a adesão foi grande dentre os delegados das Delegacias Especializadas e do interior do Estado. 

Todos os estados da região Sudeste já reconheceram a carreira jurídica de delegado. Para que seja reconhecida no Estado, basta que o governo envie a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) à Assembleia Legislativa e faça articulação política para o reconhecimento. 

A categoria alega que  o reconhecimento da carreira jurídica vai trazer mais segurança às investigações, além de outras prerrogativas para a categoria, sem que haja reajuste na remuneração, portanto, sem prejuízo orçamentário ou financeiro para o Estado. Fonte: Século Diário (Livia Francez)

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