Terça-feira, 21 de Maio de 2013, o Sr. Gutman Uchôa de Mendonça teve o seu artigo "Estranho Turismo" publicado no jornal A Gazeta na página 17, tratando do problema dos engarrafamentos ocorridos na Rod. ES 060, sentido Guarapari x Vitória, onde faz injustas acusações e críticas absurdas aos policiais militares que atuam no posto do Bptran situado na barra do Jucu. Tal artigo também pode ser lido no site do autor http://www.uchoademendonca.jor.br/default.asp?id=2148 Aqui defendemos nossos amigos policiais, mostrando que o autor do artigo mencionado acima se vale de sua ignorância e desconhecimento para dizer inverdades e idiotices.
Diz assim Gutman: "Os policiais transformam o local em uma pista, enquanto ficam dentro do posto assistindo ao futebol, sem qualquer sensibilidade para um trânsito que está engarrafado a dez quilômetros, lá pela Ponta da Fruta, enquanto aqueles nobres servidores da polícia Militar estorvam o tráfego, a passagem daqueles que pagam o pedágio e, pior, contribuem com pesados impostos para que o governo paguem seus soldos."
Ora, dizer assim dos policiais é uma afronta , pois tais trabalham ali em uma jornada de 12 horas, atendendo a acidentes intermináveis, de condutores irresponsáveis, inabilitados, embriagados, apressados, infratores da lei, etc. O regime militar é por si só demasiado cruel e cobra vigilância e comportamento exemplar, pois a profissão não se compara a uma outra como a de um jornalista que pode assistir televisão enquanto trabalha, uma vez que o policial corre o risco de ficar preso por dias no batalhão como forma de punição.
Vale lembrar que não se trata de falta de sensibilidade manter o bloqueio em frente ao posto policial, Sr. Gutman, pois, caso o senhor desconheça, o militarismo funciona sob o pilar da hierarquia e disciplina, onde tudo o que os praças executam parte de uma determinação dos comandantes oficiais, que estão antenados diretamente com os mesmos políticos interessados em turismo, gente como diretores de Detran, DER, secretários, Deputados, e esse pessoal todo que conhecemos.
O pedágio da Rodosol vai para os cofres e lucros daquela empresa, que autorizado pelo estado enriquece ás custas de turistas como nós, inclusive policiais. Se o Gutman não sabe, a Rodosol não paga um centavo do meu subsídio (não é soldo). Quanto ao governo, este arrecada milhões e mais milhões de reais com as multas e apreensões feitas pelos que o Uchôa de Mendonça diz "estorvadores do tráfego". E os policiais fazem suas fiscalizações todos os dias em mesas e cadeiras de bar, quando disponíveis (já que faltam materiais deste tipo), na chuva, no sereno da noite, pois o Detran e o estado não oferecem materiais de trabalho à polícia. Então Sr. Gutman, posso afirmar como policial que se o estado não repassa essas arrecadações, o seu dinheiro de imposto não paga maneiras dignas de trabalho. Quanto ao meu salário, mísero e defasado, este sim pode vir dos cofres do estado, do qual uma parte infinitesimal está o seu imposto, mas ainda sim sou funcionário do governo e não teu funcionário. Nós policiais não somos seguranças e propriedade de cidadãos, somos militares do estado, protetores da ordem pública, pois o estado é mais do que todas as individualidades reunidas.
Continua Gutman: "...não sei por que insistem em passar tanto dissabor numa rodovia que, ao final, serve de pasto para a burrice dos que não imaginam que não há nada mais revoltante do que ser estorvado em seus passos pelo autoritarismo que só serve para desgastar o governo e revoltar quem trabalha.
Pobre Estado que sonha o turismo."
Chamar de burros e autoritários os policiais que ali seguem determinações mostra o despreparo de Uchôa de Mendonça para criticar tal situação, pois a maior ignorância do contexto parte deste autor, que mais movido pela raiva do que por inteligência, tece funestos comentários, humilhando profissionais que trabalham pela vida dos outros e não para sua própria vida. Uma abordagem que está aquém de um artigo emanado dos que são reconhecidos como intelectuais. Se existe autoritarismo este parte do governo deste estado, que determina por meio de seus coronéis o modelo de policiamento e os pontos de bloqueio policial.
Após ler este artigo e entrar em contato com amigos policias do Batalhão de Trânsito, os mesmos disseram que quando o governador está na rota citada, o nosso chefe do executivo manda abrir as barreiras, mas assim quando passa, elas se fecham novamente. Pois bem! Sr. Gutman, os militares já saíram do poder, os políticos civis são os responsáveis pelas decisões. Se o estado sonha o turismo, cobre de quem tem o poder para fazer as mudanças. Dessa forma, as pessoas que trabalham podem desfrutar das praias belas de Guarapari, da cerveja gelada, do sol e de passeios com a família. Enquanto os que não trabalham estão lá, fardados em dia de sol quente, ouvindo o rádio, por toda a hora, a lhes chamar para atender os trabalhadores que desfrutam do penoso lazer de um fim de semana de praia.
Fonte: http://www.policiacapixaba.blogspot.com.br/



