A Frente Parlamentar em Defesa dos Bombeiros e Policiais Militares prepara para hoje, na Esplanada dos Ministérios, a segunda marcha em defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/08. A PEC cria um piso salarial nacional para policiais e bombeiros militares, com base nos salários pagos no Distrito Federal. O piso seria de R$ 4,5 mil para praças em início de carreira e de R$ 9 mil para oficiais. Os integrantes da frente sustentam que as categorias exercem a mesma atividade em todo o País e, portanto, devem receber salários equivalentes.
O Colégio de Líderes poderá avaliar, nesta semana, o pedido de inclusão da PEC na pauta do Plenário.
O deputado Capitão Assumção (PSB-ES) considera que a equiparação valoriza os profissionais, com reflexos positivos para toda a sociedade: “Hoje os trabalhadores da segurança pública estão sobrecarregados com as suas tarefas normais e ainda têm de enfrentar o trabalho informal [para completar os salários]. Então, suplantaríamos essa questão e teríamos profissionais com dedicação exclusiva. A sociedade sai ganhando”, destacou. Além disso, segundo ressalta ele, há distorções salariais no País que precisam ser corrigidas.
Também o deputado Átila Lins (PMDB-AM) defendeu a categoria, afirmando que o Congresso precisa chegar a uma definição do valor do piso salarial de todos os policiais militares e bombeiros para valorizá-los. Átila Lins informou que está em tramitação no Senado Federal o projeto que fixa o piso salarial de todos os policiais civis e de segurança pública do Brasil.
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